A Copa do Mundo FIFA Qatar 2022 já ficou para trás, mas deixou aquela lembrança que todo mundial costuma deixar: semanas em que até quem não acompanha futebol o ano inteiro acaba entrando no clima. Bandeiras, palpites, memes, discussões e aquela mistura de alegria e frustração que só futebol consegue causar.
O curioso é que essa paixão não fica presa ao campo real. Os videogames sempre tentaram transformar futebol em diversão interativa, seja por simuladores mais sérios, seja por jogos completamente malucos. E, nesse segundo grupo, poucos personagens combinam tanto com caos divertido quanto Mario.
À primeira vista, Mario não parece o tipo de personagem que a gente associa ao futebol. Ele é encanador, herói de plataforma, piloto de kart, golfista, tenista, médico, lutador de festa e mais um monte de coisa. Mesmo assim, o Reino do Cogumelo também teve seus dias de bola rolando.

Qatar 2022 virou história
O mundial de 2022 foi realizado no Qatar entre 20 de novembro e 18 de dezembro, uma data incomum para Copa do Mundo. Em vez do período tradicional de junho e julho, o torneio aconteceu no fim do ano por causa das condições climáticas do país-sede.
Foi também uma edição marcante para muita gente. A Argentina venceu a França na final, Lionel Messi levantou a taça e o torneio terminou como uma das Copas mais comentadas da era das redes sociais. Para quem gosta de futebol, é quase impossível não lembrar de algum jogo, lance ou discussão daquela época.
Mas o futebol não vive só de Copa. Ele aparece em anime, mangá, games, comerciais, escolas, clubes e até em personagens que nunca nasceram para chutar uma bola. O Mario é um desses casos.
Mario esportivo
A franquia Mario nunca ficou limitada ao gênero plataforma. A Nintendo percebeu cedo que seus personagens podiam funcionar em vários formatos. Foi assim que surgiram Mario Kart, Mario Tennis, Mario Golf, Mario Party e tantos outros spin-offs.
O segredo é simples: os jogos mantêm a identidade visual e o humor da franquia, mas adaptam a regra do esporte para algo mais leve, exagerado e acessível. Mario Kart não é um simulador de corrida. Mario Tennis não tenta copiar Wimbledon. E Mario Strikers nunca quis ser FIFA.
Essa liberdade é justamente o charme. No Reino do Cogumelo, esporte raramente é só esporte. Tem casco, item, golpe especial, campo maluco, personagem gritando e partidas que parecem briga organizada.
Se você gosta desse lado da Nintendo, vale ler também sobre a história de Super Mario Bros e sobre nomes dos personagens da Nintendo em japonês.

Super Mario Strikers
A primeira grande entrada de Mario no futebol veio com Super Mario Strikers, lançado para GameCube em 2005. O jogo apostava em um futebol mais agressivo, rápido e arcade, bem diferente de um simulador tradicional.
Em vez de árbitro, faltas e regras certinhas, a graça estava no exagero. Capitães como Mario, Luigi, Peach, Bowser e outros personagens comandavam equipes em partidas com itens, chutes especiais e contato físico sem muita cerimônia.
Para quem esperava futebol realista, talvez fosse estranho. Mas para quem queria uma versão caótica e divertida do esporte, fazia sentido. O jogo tratava futebol como Mario Kart trata corrida: a regra existe, mas a bagunça também faz parte.
Mario Strikers Charged
Depois veio Mario Strikers Charged, no Wii. A continuação trouxe mais personagens, estádios com personalidade, movimentos especiais e uma energia ainda mais exagerada. Também ficou lembrada por aproveitar o período em que o Wii estava no auge e muita gente queria jogar algo rápido com amigos.
O estilo visual mais agressivo dos Strikers sempre chamou atenção. Mario normalmente é colorido e amigável, mas nessa série os personagens aparecem mais competitivos, com expressões duras e clima de arena. É quase um futebol de desenho animado com energia de luta.
Talvez por isso a série tenha ficado tanto tempo sem novo jogo. Ela é querida por parte dos fãs, mas nunca teve o mesmo espaço popular de Mario Kart ou Mario Party.
Mario Strikers: Battle League
Em 2022, a série voltou com Mario Strikers: Battle League no Nintendo Switch. O timing foi curioso: no mesmo ano em que o mundo falava da Copa do Qatar, Mario também retornava aos gramados do seu jeito torto, explosivo e colorido.
Battle League manteve a ideia de futebol sem muita regra tradicional: partidas rápidas, tackles, itens, chutes especiais e equipamentos que mudam atributos dos personagens. Não é jogo para quem quer simular uma partida real. É jogo para quem quer futebol com cascos, energia e confusão.
O lançamento também mostrou como Mario continua sendo uma espécie de coringa da Nintendo. Se existe um esporte ou gênero que pode virar festa, provavelmente alguém já imaginou uma versão com Mario.

Futebol, paixão e tartarugas
O futebol tem essa coisa curiosa: ele pode ser sério demais para alguns e brincadeira pura para outros. Na Copa, vemos drama, rivalidade, história e identidade nacional. Em Mario Strikers, vemos cascos, bombas, superchutes e Bowser atropelando gente.
Mesmo assim, os dois lados conversam. No fundo, futebol é sobre emoção coletiva. Você torce, erra, grita, ri, reclama e tenta de novo. Um jogo de Mario só pega essa emoção e transforma em bagunça de videogame.
Para quem gosta de futebol japonês, temos artigos sobre a história do futebol no Japão, times da J1 League e por que o Japão joga de azul. Para quem prefere games, também vale ver nosso texto sobre a indústria de videogames no Japão.
No fim, Qatar 2022 e Super Mario parecem assuntos distantes, mas se encontram nessa paixão por bola, competição e espetáculo. Um lado ficou na memória do futebol real. O outro continua provando que, no Reino do Cogumelo, até uma partida simples pode virar uma confusão inesquecível.
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