Review do Nintendo Switch - O que eu achei do console?

O Switch não tenta ganhar na força bruta. O charme dele está em fazer bem algo que quase ninguém mais estava tentando.

Oi, aqui é o Kevin Henrique do Suki Desu, e finalmente eu tive a oportunidade de colocar as mãos no Nintendo Switch, que comprei pela internet. Neste artigo quero fazer uma review mais detalhada do console e contar o que eu achei dele depois de usar de verdade.

Pra quem não sabe, o Nintendo Switch foi lançado em março de 2017 com uma proposta híbrida: ele funciona tanto como console de mesa quanto como portátil. Isso, por si só, já dividiu muita gente. Tem quem ame a ideia e tem quem ache um erro apostar em um hardware mais fraco para juntar duas propostas em uma só.

Na minha opinião, sempre achei meio sem sentido comparar um aparelho portátil minúsculo com consoles de mesa muito maiores. A proposta da Nintendo aqui é outra. Em vez de disputar força bruta com todo mundo, ela tentou juntar duas experiências em um único aparelho. E sinceramente, isso me pareceu muito mais inteligente.

Nintendo Switch com dock e joy-cons
O grande charme do Nintendo Switch sempre foi essa proposta híbrida. Ele não tenta ser só um videogame de mesa nem só um portátil, e isso muda bastante a forma como a gente olha para o aparelho.

Primeiras impressões do Nintendo Switch

Mesmo depois de ver várias fotos, vídeos, reviews e unboxings, eu ainda não esperava que o Switch fosse tão pequeno. Até a caixa me pareceu minúscula. Tanto o console quanto a dock cabem facilmente em uma mochila, o que realmente ajuda muito na hora de carregar para qualquer lugar.

Apesar do tamanho, eu não achei os Joy-Con desconfortáveis. Eu tinha receio por eles serem pequenos, mas na prática joguei de diferentes formas e não senti problema. Também estava com medo por causa das reclamações de perda de conectividade do Joy-Con esquerdo, mas no meu caso funcionou normalmente até a uma boa distância.

Outra coisa que me preocupava era a qualidade do material e da montagem. Só que, olhando de perto, a sensação foi bem melhor do que eu esperava. A estrutura é boa, as peças passam uma impressão sólida e dá para perceber que o console foi pensado para esse uso mais modular.

Nintendo Switch em uso portátil
O tamanho do Switch impressiona ao vivo. Ele parece menor do que muita gente imagina e justamente por isso a proposta portátil acaba funcionando melhor do que nas fotos.

O sistema operacional também me agradou bastante. Tudo é rápido, limpo e direto ao ponto. Não tem excesso de enfeite e isso combina com a proposta do console. O número de jogos no lançamento ainda deixava a desejar, claro, mas eu comprei pensando principalmente nos exclusivos da Nintendo e em alguns jogos party.

Antes de comprar, eu também estava preocupado com a tela de 6,2 polegadas, porque estou acostumado com telas maiores em tablet. No fim, achei totalmente confortável. Não é enorme, mas funciona muito bem para a proposta portátil.

Nintendo Switch com joy-cons destacados
Boa parte das dúvidas sobre o Switch desaparece quando você segura o console nas mãos. O tamanho faz mais sentido no uso real do que em comparação fria de ficha técnica.

Desempenho e biblioteca de jogos

Uma das maiores críticas sempre foi a quantidade de jogos e o apoio das third parties. Muita gente acreditava que o Switch não conseguiria receber versões de vários jogos multiplataforma por causa do hardware mais modesto. Eu continuo achando que, quando há vontade da desenvolvedora, muita coisa pode ser portada, ainda que com concessões.

Só que o ponto principal é outro: o Switch não nasceu com a proposta de correr atrás de gráfico fotorealista em 1080p e 60 fps a qualquer custo. A ideia dele gira muito mais em torno de portabilidade, praticidade, diversão local, exclusivos fortes da Nintendo, indies e jogos japoneses que combinam muito bem com esse formato.

Se ele seguir uma linha parecida com a do 3DS, a tendência é construir uma biblioteca muito forte justamente naquilo que faz mais sentido para ele. E isso, para muita gente, pesa mais do que entrar numa corrida de poder gráfico.

Nintendo Switch com acessórios e foco em jogos
O Switch funciona melhor quando você entende a proposta dele. Não é um console para competir em músculo com os outros, e sim para oferecer um jeito diferente e mais flexível de jogar.

Eu sempre vi o Switch como um console com potencial enorme para virar segundo console de muita gente. Quem joga no PC, em PlayStation ou Xbox pode facilmente enxergar valor nele justamente por oferecer algo diferente. E para quem gosta de jogos indie, party games, RPGs japoneses e exclusivos da Nintendo, essa proposta faz ainda mais sentido.

Eu recomendo o Nintendo Switch?

Infelizmente, para quem mora no Brasil, o Switch nunca foi um videogame muito acessível. O console custava caro, os jogos também, e as promoções eram muito mais escassas do que nas plataformas concorrentes. Isso pesa bastante e não dá para fingir que não pesa.

Então eu não diria que ele era a melhor compra possível para qualquer pessoa naquele momento. Se você não era muito fã da Nintendo, não ligava tanto para portabilidade e estava mais preocupado com custo-benefício puro, talvez valesse a pena esperar mais.

Agora, se você gosta das franquias da Nintendo, valoriza portabilidade, multiplayer local e quer uma proposta diferente do padrão, aí sim o Switch faz muito sentido. Ele entrega exatamente o que promete.

No fim, foi essa a impressão que ficou para mim: o Nintendo Switch não tenta agradar todo mundo, mas para o público certo ele acerta em cheio. Ele resgata muita coisa que as concorrentes deixaram de lado, como o multiplayer local mais espontâneo, a ideia de levar o videogame para qualquer lugar e até uma certa criatividade na forma de jogar.

Se o que você procura é potência máxima e gráficos ultrarrealistas, talvez ele realmente não seja o console ideal. Mas se o que você quer é praticidade, exclusivos fortes e diversão em diferentes contextos, o Switch vale muito a pena.

Kevin Henrique

Kevin Henrique

Especialista com mais de 10 anos de experiência em cultura asiática, com foco no Japão, Coreia, Animes e Jogos. Autodidata, escritor e viajante focado em ensinar japonês, dicas de turismo e curiosidades envolventes e profundas.

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