O metaverso já foi tratado como se fosse virar o próximo grande mundo da internet de uma hora para outra. Hoje eu acho que dá para olhar para o assunto com mais calma. Nem tudo virou aquilo que as empresas prometiam, mas algumas ideias ficaram: mundos virtuais, avatares, eventos online, itens digitais, criação de experiências e jogos que misturam comunidade com economia própria.
Quando falamos em jogos online do metaverso, não estamos falando apenas de colocar um óculos de realidade virtual e entrar em outro planeta. Muitos desses jogos rodam no navegador ou no computador comum, com foco em terrenos virtuais, colecionáveis, criação de mapas, partidas competitivas ou comunidades que vivem dentro do jogo.

Também é bom ir com o pé no chão. Vários jogos ligados a blockchain e NFTs prometem lucro, mas o valor dos itens pode mudar muito e a diversão precisa vir antes da expectativa de ganhar dinheiro. Se o jogo só parece interessante porque promete retorno, eu já fico desconfiado. Jogo bom precisa ser divertido mesmo quando você tira a parte financeira da conversa.
Abaixo separei alguns nomes que ajudam a entender esse universo. Alguns são mais próximos da ideia clássica de metaverso, com terrenos e experiências criadas por usuários. Outros são jogos com economia digital, cartas, criaturas ou exploração. Não é uma lista para dizer que todo mundo precisa jogar, mas sim para conhecer o que existe nesse tipo de proposta.
Se você gosta desse tema, também vale ver depois nosso artigo sobre jogos NFT e a nossa visão sobre metaverso e jogos.
The Sandbox
The Sandbox é provavelmente um dos nomes mais lembrados quando alguém fala em metaverso nos jogos. A ideia gira em torno de terrenos virtuais, experiências criadas por usuários e ferramentas para montar ambientes em voxel, aquele estilo de bloco que lembra um pouco brinquedo digital.

O que chama atenção é que ele não tenta ser apenas um jogo fechado. Existe uma proposta de plataforma, onde criadores podem montar experiências, marcas podem criar espaços e jogadores podem visitar mundos diferentes. Isso combina bastante com a ideia de metaverso: não é só jogar uma fase, mas circular por ambientes feitos por várias pessoas.
Mesmo assim, eu não olharia para The Sandbox apenas como investimento em terreno virtual. O lado mais interessante está em experimentar mapas, eventos e criações da comunidade. Se um mundo virtual depende só de especulação, ele fica vazio rápido. Quando existe algo divertido para fazer lá dentro, a conversa muda.
Axie Infinity
Axie Infinity ficou famoso por misturar criaturas colecionáveis, batalhas em turnos e economia baseada em itens digitais. Muita gente conheceu o jogo na fase em que o assunto play-to-earn estava em alta, mas o mais importante é entender que ele funciona como um universo de criaturas chamadas Axies, usadas em partidas e sistemas próprios.

A parte boa é que o jogo tem uma identidade simples de entender: coletar, montar time, batalhar e acompanhar a evolução do ecossistema. A parte delicada é que, quando dinheiro entra no meio, muita gente esquece de perguntar se realmente gosta do jogo. Eu recomendaria olhar primeiro para a jogabilidade, e só depois para qualquer item digital.
Axie também mostra como esse mercado mudou. A fase de euforia passou, vários modelos foram ajustados, e os projetos que sobreviveram precisaram pensar mais em jogo e menos em promessa. Isso é saudável para quem joga, porque força as plataformas a entregar algo que tenha valor além do hype.
Mines of Dalarnia
Mines of Dalarnia segue uma linha mais direta: exploração, mineração, recursos e progressão. O jogador entra em minas, coleta materiais, melhora equipamentos e enfrenta perigos pelo caminho. É um tipo de proposta mais fácil de entender para quem já gosta de jogos de ação e aventura.

O interessante aqui é que a parte de economia digital não precisa ser a única razão para jogar. A estrutura de coletar recursos e melhorar o personagem já conversa com quem gosta de progressão. Claro que o tema blockchain aparece, mas o jogo funciona melhor quando você enxerga primeiro a aventura e depois os extras.
Esse tipo de jogo também mostra que o metaverso não precisa ser sempre uma cidade virtual gigante. Às vezes ele aparece em sistemas menores: itens persistentes, terrenos, recursos compartilhados, mercados internos e comunidades que acompanham a evolução do jogo por bastante tempo.
Sorare
Sorare é diferente dos exemplos acima porque funciona mais como fantasia esportiva com cartas digitais. Em vez de explorar um mundo 3D, você monta equipes com jogadores reais e acompanha o desempenho deles nas competições. Para quem gosta de futebol, basquete ou beisebol, a graça está em combinar coleção com estratégia.
Eu não colocaria Sorare na mesma prateleira de um mundo virtual como The Sandbox, mas ele entra na conversa porque usa identidade digital, itens colecionáveis e competição online. É uma experiência mais próxima de fantasy game do que de RPG, só que com cards digitais que têm escassez e mercado próprio.
O cuidado aqui é o mesmo: não confundir jogo com promessa de dinheiro fácil. Se você gosta de acompanhar atletas, estatísticas e escalações, pode ser curioso. Se entra apenas olhando preço de carta, o risco de se frustrar é bem maior.
Decentraland e Roblox também entram nessa conversa?
Decentraland é um caso mais clássico de mundo virtual, com terrenos, eventos e espaços sociais. Ele representa bem aquela ideia de caminhar por um ambiente digital e visitar experiências criadas por outras pessoas. O ponto é que mundos assim dependem muito de comunidade ativa; sem gente criando e visitando, o lugar perde vida.
Já Roblox não nasceu como projeto de blockchain, mas muita gente cita a plataforma quando fala em metaverso porque ela tem avatares, criação de jogos, economia interna e milhões de experiências feitas por usuários. Para mim, Roblox mostra que o metaverso mais forte talvez não seja o mais cheio de termos complicados, mas aquele onde as pessoas realmente entram para brincar, criar e conversar.
Aliás, se você gosta de jogos com comunidade grande, temos também uma lista com jogos de anime no Roblox e outra com jogos de anime para celular.
Dicas antes de entrar nesses jogos
Antes de testar qualquer jogo desse tipo, veja se ele ainda tem comunidade ativa, se o site oficial está funcionando e se existem modos gratuitos ou de baixo risco para começar. Não coloque dinheiro em item digital só porque alguém disse que vai valorizar. Essa é uma daquelas áreas em que empolgação demais pode virar dor de cabeça.
Também confira se você está usando o site correto. Jogos com carteira digital, cards e itens colecionáveis costumam atrair páginas falsas, promessas exageradas e links duvidosos. Eu sei que parece dica básica, mas muita gente perde conta ou item por entrar com pressa em qualquer link.
No fim, os melhores jogos online do metaverso são aqueles que ainda fazem sentido como jogo. The Sandbox chama atenção pela criação, Axie pelo universo de criaturas, Mines of Dalarnia pela exploração, Sorare pela fantasia esportiva e Roblox pela força da comunidade. Cada um puxa a ideia de mundo digital para um lado diferente.
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